Eu queria me livrar dessa insegurança,
sempre acho que as coisas vão dar errado.
Quero ser mais positiva comigo mesmo.
Preciso da positividade que exalo,
quando dou conselhos para as pessoas.
Rebeca Cardoso
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Luiza? Camila? Laura? Ai meu Deus, qual? Priscila? Não. Eu quero Anelise, delega a mãe. E nasce o bebê, alguns logo falam “parece com a mãe”, outros não falam nada. Tem quem diga que bebê tem cara de joelho. Mas, todos na torcida por aquele ser. Um ser esse, que não sabe como o mundo é. Alguns bebês abrem os olhos logo de cara, na minha concepção, porque já querem conhecer o mundo mais rápido. Outros, demoram dias para abrir os olhinhos. Imagino que são os bebês espertos. Os que já nascem com a banca de: “Porque me tirou daqui, pô? A barriga da minha mãe tava boa.”, enfim. E começam a se desenvolver com o tempo. A familia cria uma expectativa gigante. Ela vai ser Atleticana? Questiona a mãe. Não. Grita o pai. É cruzeirense. Aliás. Ela nasce sem conhecer o pai. A avó quer que ela seja professora. A mãe acha não. O avô chuta que vai ser advogada. E assim vai. Decidem por um bebê, que nem sabe o que espera por ele lá fora. Mas uma hora vai saber. E passa o tempo. 6 anos. Já chama a mãe de mamãe. Já frequenta a escola. Faz várias cartinhas com casas e pessoas feitas de palitinhos. E jura que sabe desenhar. 7 anos. 10 anos. 11 anos com os olhos arregalados, porque já tem uma enorme visibilidade de como o mundo é cruel. Aos 12, vai mal na escola, porque está numa fase critica de rebeldia. Toma bomba. Repete a sexta série. Com medo de descobrir mais do mundo, coloca só um pezinho pra fora todo dia. Só faz o que lhe é permitido fazer. Aos 15 vem as espinhas, e a sonhada festa de 15 anos. Aos 18 quer ser como as adolescentes que conheceu. Mas não consegue. Não se encaixa no padrão de “ai-tenho-tudo-o-que-quero”. aos 19, forma no ensino médio, porque a bomba retardou o processo. Todos formaram com 18. Ela com 19, porque tudo é mais difícil para ela. Aos 20 ela estaciona. Não arruma emprego. Não tem mais Fé. Não quer ir pra igreja. Não consegue entrar na faculdade. Advogada não vai ser. Professora muito menos. A essa altura do campeonato ainda não conhece o pai, dizem que ele morreu. Não tem mãe, mas ainda tem o apoio da vó lutando por ela e o avô que ajuda com toda sua força. Os dois já idosos, torcem. E torcem bonito por ela. Tem a sua tia, que tomou o lugar da mãe e a ajuda com tudo de mulher. Absorvente. Depilação. Furar orelha. Sua prima, que é irmã do sangue. Tem suas duas melhores amigas, que a aceitam sempre. Mesmo que na sua pior versão. Elas acreditam piamente que a amiga pode mais. Ah. Ela é Cruzeirense. Escolheu seu time sozinha. Foi pelo coração e sentiu que ele era azul. Não trabalha até hoje? Começam os ecos no ouvido. Não namora? Com 21? Nossa, com 18, filha de fulano já tinha tudo. Casa, carro, moto e um namorado. E você ai sem fazer nada. Aquele bebê que nasceu, cresceu. Se decepcionou com o mundo e prefere voltar de onde veio. Mas não tem jeito. Então, se tranca dentro do seu quarto. Onde lhe é conveniente ficar. Quando está num lugar cheio de multidão, sente vontade de chorar. Deve ser fobia da humanidade. Ela é outra mulher. Mulher com tantos danos, cheia de planos, todos desatados. Aos 21 anos, ela não tem nada do que se orgulhar. Mas ainda não pretende deixar o jogo virar. Meio cambaleante, pés calejados, coração sangrando, e nocauteada pela vida, ela tem tentado se levantar dia após dia. Quer ser psicóloga, e aperfeiçoar no seu ballet. Ainda sonha consigo dirigindo seu Siena preto, voltando do seu serviço ou num passeio com as amigas. Quer comprar uma casa própria, e entregar de presente aos seus avós. Quer que eles estejam vivos para sentir orgulho dela. Pretende dar tudo de melhor aos seus quatro irmãos. Aquele x-box para o Pedro. Um celular bom para a Maria Eduarda, que vive reclamando da sua câmera. Várias balas finis para sua irmã Melissa. E uma mobília perfeita para sua irmã Karla, que vai casar. Ela tem tudo pra dar errado. Mas prefere que dê certo. E, vai lutar por isso. Mesmo que não consiga nada. Vai morrer lutando. Essa é a marca de um vencedor. Porque ela resolveu se apegar com Deus. E, com Deus sabe que vai conseguir alcançar vôos inimagináveis. Porque ela é águia e águias são vencedoras.
Anelise Cristine. (via recolhi)
Cuidar de si é sua obrigação. Não esqueça de si mesmo para viver as expectativas de uma outra pessoa. Valorize-se!
Leonardo (via osurvivor)
